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Atualizado em 14/11/2017 às 18h59

11ª FeliS potencializa contação de histórias infantis com livros, performance e música

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Da Redação - Agência São Luís

Alunos da rede municipal participam de atividades como contação de histórias, música, dança, pintura de rosto, oficinas, entre outras atividadesNarrativa movimentada, discurso direto e finais felizes. Essas são características de uma boa história infantil, que pode ser potencializada com ilustrações, música, figurino e cenografia. E a 11ª Feira do Livro de São Luís (FeliS) faz uso de todas essas possibilidades para fazer a criançada viajar por esse mundo imaginário na programação desta quarta-feira (15) nos espaços "Viriato Corrêa" e "Criança", ambos na Casa do Maranhão, e na Casa do Escritor, no Cine Praia Grande, com o lançamento, às 16h, do livro infanto-juvenil "Esplêndido, o guará que não conseguia ficar vermelho", do maranhense Cláudio Lima. A FeliS é uma promoção da Prefeitura de São Luís com o apoio do Governo do Estado e vai até o próximo dia 19.

A programação da Biblioteca Pública Benedito Leite acontece no Espaço Viriato Corrêa, na Casa do Maranhão, das 13h às 18h30, com exposição de livros infantis, oficina de dobraduras e desenho, contação de histórias "O casamento de Dona Baratinha" e "A formiguinha e a neve", bate-papo com a escritora maranhense de literatura infantil Andrea Oliveira e bingo cultural com sorteio de livros infantis.

No Espaço Criança, na Praça da Casa do Maranhão, também na quarta-feira (15), das 10h às 20h, tem programação realizada pelo Serviço Social do Comércio e Secretaria Municipal de Educação de São Luís, com contação de histórias, música, dramatizações, dança, pintura de rosto, oficinas, dobraduras, apresentações de projetos das escolas públicas municipais de São Luís, apresentações artísticas, brincadeiras e jogos educativos.

Ainda na pegada da literatura infantil, há destaque para o lançamento do livro "Esplêndido, o guará que não conseguia ficar vermelho", às 16h, na Casa do Escritor, no Cine Praia Grande. Obra de estreia do escritor, designer e músico maranhense Cláudio Lima, o livro conta a história de um guará que habita os manguezais da ensolarada baía de Curupu, onde vive um dilema entre as intrincadas raízes do igarapé de não conseguir ficar vermelho como os seus irmãos e irmãs. O livro tem ilustrações de Rosiane Bastos e será lançado pelo selo Oca Maranhão como o primeiro da série natural do Maranhão.

A programação de quarta-feira (15) continua com exposições, rodas de conversa, palestras, apresentações culturais e lançamentos de livros nos Auditórios da Casa do Maranhão e no Centro de Criatividade Odylo Costa Filho, que inclui o Café Literário, o Teatro Alcione Nazaré e a Casa do Escritor no Cine Praia Grande. Acesse a programação completa aqui feiradolivrodesaoluis.com.br/.

PROGRAMAÇÃO

No Jardim da Casa do Maranhão, no Espaço Viriato Corrêa houve muita contação de histórias sob a coordenação do Livro Didático e Infantil (SAEI/SEMED), das 13h às 18h30, na terça-feira (14). Entre as obras interpretadas, podem ser citadas Vaca Mimosa, A Casa Sonolenta, A Lenda da Serpente e, em uma pegada mais inclusiva, Os Três Porquinhos e O Patinho Feio em libras.

Sobre literatura infantil, 'Histórias, Fortuna do Céu' é uma coletânea com doze histórias escritas por autores mirins com idade de 8 a 12 anos, que foi lançada, às 16hs, na Casa do Escritor, no Cine Praia Grande. Os pequenos autores fazem parte do Núcleo de Enriquecimento para Estudantes com Características de Altas Habilidades ou Superdotação (NEECAHS), localizado na Rua de Santana (Centro), que integra a Secretaria Municipal de Educação (Semed). As histórias abordam vários temas como bullying, tolerância, respeito, lendas, reciclagem, tecnologia, entre outros.

"O lançamento da coletânea de histórias das nossas crianças da rede municipal, demonstra o trabalho fundamental da equipe da Semed e o compromisso da Secretaria em fomentar esse desejo de escrever nos pequenos. Vamos continuar este projeto e o trabalho do Núcleo de Altas Habilidades para descobrir mais talentos como esses", planeja o secretário municipal de Educação Moacir Feitosa. O evento também contou com a presença da primeira-dama, Camila Holanda.

'A menina e as rosas encantadas' integra a coletânea e foi produzida por Rayane Mendes, 10 anos. Na história, uma menina negra cuida muito bem de duas rosas e elas se transformam em princesas. "Agradeço ao NEECAHS e à professora Sharlene [Serra] por nos incentivar a ler e escrever", destaca.

Danielly Cantanhede, 12 anos, faz parte do NEECAHS e escreveu a história 'O Segredo de Donana', que compõe a coletânea. "Gosto muito das obras de Wilson Marques porque fala das lendas maranhenses e foi nelas que me inspirei para criar a minha história, que conta a história da família de Donana, como era conhecida Ana Jansen", explica a pequena escritora.

Ainda na Casa do Escritor, na terça-feira (14), às 18h, houve o lançamento do livro "Diário Mágico: um segredo para contar", da maranhense Sharlene Serra, que conta a história de uma menina que adquire um diário ultra-mega-moderno e conta para ele detalhes de sua vida. A obra aborda a temática abuso infantil, servindo também como alerta para esta problemática. No final da obra, há uma lista dos órgãos responsáveis para a efetivação de denúncias de violências e abusos infantis.

Os escritores Anísia Nascimento, Wilson Marques e Natinho Costa Fênix participaram da palestra "Literatura Infantil Maranhense", mediada por Maria Clea Nunes (UFMA), no Auditório 2 (Úrsula), na Casa do Maranhão, às 15h30. Já no Café Literário, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, às 17h30, o ex-secretário de Igualdade Racial do município de São Paulo, Maurício Pestana, ministrou a palestra "Novos rumos da literatura brasileira, ilustração e texto no contexto da igualdade racial", com mediação do Professor Antonio Evaldo Barros (UFMA/UEMA).

No Palco FELIS, das 10h às 18h, aconteceu contação de histórias com os grupos Laborarte, Tapete Criações Cênicas, Xama Teatro e Os Telepatas - O circo tá na rua. Houve também a intervenções artística 'O Realejo' de Gilson Cesar, às 17h. A noite da terça-feira (14) foi encerrada no Anfiteatro Beto Bittencourt, às 20h, com a palestra "A palavra é poder" proferida pela poetisa, jornalista, cantora e atriz brasileira, Elisa Lucinda, mediada por Mary Ferreira (UFMA/DEBIB). A palestrante pontuou que a palavra é algo concreto, que quem conhece mais palavras tem mais cartas no jogo e que a maior revolução que o Brasil pode fazer é a educacional.

Elisa falou sobre os projetos em que colabora, realizando oficinas de poesia com adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa e com policiais. "Esses projetos ajudam a combater o racismo e outras formas de injustiça que existem em todas as instâncias desse país. Eu fico chocada de que o governo junte tanto adolescente nesses centros e não plante neles coisas boas. Quanto aos policiais, a primeira abordagem deles em seu trabalho é a palavra e nosso projeto o faz compreender que ele pode respeitar alguém pela palavra. Pela palavra e pelas ações estamos preservando o racismo, por isso é preciso que a gente melhore nossos discursos", defende.

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