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Quarta-feira, 16/05/2018 - 16h26

Equipamento de cultura da Prefeitura discute maternidade de mulheres negras em roda de conversa

Evento teve a participação de pesquisadoras maranhenses e fez parte da exposição Ocupação Trapiche #07, que está em cartaz na Galeria Trapiche até o dia 15 de junho, com visitação das 14h às 19h

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Da Redação - Agência São Luís

Mulheres discutem sobre maternidade em evento que integra a exposição Trapiche #07Ser mãe é a mesma coisa para todas as mulheres? De acordo com pesquisadoras maranhenses que estudam o tema, diversas condições são negadas para que a mulher negra exerça essa maternidade. O assunto foi pauta da roda de conversa 'Mulher negra na maternidade', que aconteceu na terça-feira (15), às 17h, e fez parte da exposição Ocupação Trapiche #07 composta pelas mostras 'Divina Presença', de Silvana Mendes e 'Meu nome não é mãe', de Sunshine Santos, em cartaz na Galeria Trapiche Santo Ângelo, equipamento de cultura da Prefeitura de São Luís, até o dia 15 de junho, com visitação das 14h às 19h. A galeria está localizada na Praia Grande, em frente ao Terminal de Integração.

As ações formativas como a roda de conversa movimentam a exposição, explica a diretora da Galeria Trapiche, Camila Grimaldi. "Este tipo de atividade torna as mostras um lugar vivo, onde conceitos e preconceitos são debatidos. E falar da mulher negra na maternidade é relevante porque, historicamente, o povo negro foi muito subjugado e ainda hoje tem seus direitos subtraídos", destaca.

A roda de conversa contou com a participação da professora doutora Francilene Cardoso, coordenadora do grupo de estudos Marielle Franco de Feminismos Negros, do departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e da pesquisadora Grace Kelly Souza, do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFMA. A mediação foi de Sunshine Santos, estudante de Turismo na UFMA, que está com a foto-instalação "Meu nome não é mãe" em cartaz como parte da Ocupação Trapiche #07.

"Precisamos discutir além da compreensão biológica, as dimensões sociais, econômicas e culturais da maternidade. A ativista francesa Simone de Beauvoir afirmou que ninguém nasce mulher, mas torna-se. Isso significa que a maternidade é uma prática social. Então, que maternidade queremos? Uma que não negue os direitos das mulheres", enfatiza a professora doutora Francilene Cardoso.

A pesquisadora Grace Kelly Souza, do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFMA, afirma que este tipo de discussão está presente principalmente em ambientes acadêmicos e de militância de direitos. "É necessário que este debate alcance também as famílias, a escola, o trabalho e demais espaços sociais, a fim de que as barreiras institucionais que a mulher negra que é mãe sofre para estudar e trabalhar sejam combatidas", frisa.

EXPOSIÇÃO

Duas mostras fotográficas inéditas foram abertas simultaneamente na Galeria Trapiche, equipamento cultural da Prefeitura de São Luís, com temas referentes ao mês de maio: Maternidade e Festa do Divino Espirito Santo. Ambas compõem a exposição Ocupação Trapiche #07. Tratam-se de 'Divina Presença', de Silvana Mendes e 'Meu nome não é mãe', de Sunshine Santos. A visitação está aberta até o dia 15 de junho, das 14h às 19h. Agendamentos para visitas guiadas com alunos podem ser feitos nas segundas e quartas-feiras, das 14h às 18h. Outras informações pelos números (98) 99193-4362 e 99143-2178, ou pelo e-mail: galeriatrapicheslz@gmail.com.

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