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Quinta-feira, 21/03/2019 - 17h00

Prefeitura de São Luís realiza ações de inclusão para marcar o Dia Internacional da Síndrome de Down

A rede municipal de ensino de São Luís tem hoje mais de 3.400 estudantes matriculados na Educação Especial, destes 46 têm Síndrome de Down; ações de inclusão seguem a política educacional do prefeito Edivaldo

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Da Redação - Agência São Luís

Prefeitura de São Luís realiza ações de inclusão para marcar o Dia Internacional da Síndrome de DownNo Dia Internacional da Síndrome de Down, 21 de março, a Prefeitura de São Luís realizou atividades para marcar a data. Uma delas foi na Unidade de Educação Básica (U.E.B.) Frederico Chaves, no São Francisco, reunindo, na Sala de Recursos Multifuncional, estudantes com deficiência e outros das salas de ensino regular, para promover integração e sensibilização para a temática. As ações de inclusão nas escolas da rede pública municipal são parte do Programa Educar Mais, coordenado pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) e implantado na gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. 

O secretário municipal de Educação (Semed), Moacir Feitosa, ressalta que o Atendimento Educacional Especializado (AEE) tem sido ampliado e aperfeiçoado na gestão do prefeito Edivaldo, com investimentos em projetos e ferramentas que favorecem o desenvolvimento dos estudantes com deficiência, com o aprimoramento das suas capacidades e habilidades. Um exemplo, é a aquisição, na última semana, de um aplicativo que vai favorecer a comunicação entre os professores e os estudantes com deficiência. "O prefeito Edivaldo tem trabalhado para promover a acessibilidade e a inclusão social na rede municipal de ensino. E, em nome dele, agradeço a dedicação dos professores e cuidadores das salas de recursos e todos os profissionais da Semed que não têm medido esforços para fazer a educação pública de São Luís cada dia melhor", enfatizou o gestor.

A rede municipal de ensino de São Luís tem hoje mais de 3.400 estudantes matriculados na Educação Especial, que estão na Escola Municipal Integral Bilíngue Libras/Língua Portuguesa Escrita, nas salas de recursos multifuncionais e no ensino regular do Ensino Fundamental, Educação Infantil e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Do total de matriculados nas salas de recursos, 46 estudantes têm Síndrome de Down. Um deles é Keliene Bezerra Almeida, de 18 anos, do 5º ano do Fundamental na U.E.B. Frederico Chaves.

 

A jovem estudante está há mais de cinco anos na U.E.B. e já soma inúmeras conquistas, como interagir com os outros alunos e ajudar a professora em algumas atividades práticas de sala de aula. "É impressionante como minha filha passou a ter mais autonomia e se relacionar melhor com as outras pessoas depois que veio para a sala de recursos", conta a mãe Rosilene Correa Bezerra, 53 anos. Cabeleireira por profissão, Rosilene diz que deixa os afazeres domésticos e o trabalho pelo menos duas vezes na semana para acompanhar Keliene na sala de recursos.

Segundo Rosilene Correa Bezerra, a professora de Keliene da sala de recursos é muito dedicada. "Ela procura envolver todos os alunos com deficiência nas atividades, promovendo a autonomia deles e fazendo com que desenvolvam ainda mais suas habilidades", destaca a mãe. Assegura também que o senso de organização de Keliene foi ainda mais aguçado e fortalecido. "Ela é um presente de Deus pra minha vida. Eu era um pouco dura, seca, e com a chegada de Keliene, que precisava de maiores cuidados, aprendi a amar mais, a cuidar melhor, e a me doar mais", observa a mãe, dizendo que a jovem estudante tem uma rotina normal, e que ir para a escola é uma das suas maiores alegrias.

A professora Kátia Simone Moraes Rodrigues trabalha há mais de um ano na sala de recursos multifuncional da U.E.B. Frederico Chaves. Além de Keliene, com Síndrome de Down, ela assiste estudantes com autismo, baixa visão, deficiência intelectual e paralisia cerebral – num total de 15 alunos. Esse quantitativo é atendido nos três dias em que Kátia Simone está na sala de recursos. Ela explica que, dependendo da deficiência e de outras atividades que os pais colocam os filhos no contraturno escolar, os estudantes participam de um ou dois dias na semana da sala de recursos. "Faço o meu planejamento de acordo com a frequência dos meus alunos", esclarece.

A professora Kátia Simone atende em média cinco estudantes por dia na sala de recursos. "Faço um planejamento individualizado, focando nas habilidades dos alunos. Eu não me preocupo com as limitações da Keliene, por exemplo, com o que ela não pode me dar, mas o que ela pode me dar de retorno. Eu busco trabalhar as habilidades para a acessibilidade", enfatiza a educadora. Ela finaliza dizendo que procura usar sempre a ludicidade nas aulas e que a convivência com cada aluno, em particular, é um crescimento a cada dia. "Acho que mais aprendo do que ensino".

Kátia Simone é auxiliada diariamente pelo cuidador escolar Eduardo Isaac Pereira dos Santos, acadêmico do curso de Direito. Efetivado há mais de um ano na U.E.B. Frederico Chaves, ele conta que fez algumas formações pela Semed, mas que aprendeu muito também pesquisando sobre as diversas deficiências. Sobre Keliene, diz que ela não o aceitou de início, assim como todas as pessoas que tentam chegar perto dela, mas que aos poucos conquistou a sua confiança. "Ela não aceita ninguém de imediato, mas acaba se acostumando. Ajudo ela na hora do lanche e nas atividades de sala de aula. Aliás, apoio a professora em tudo que é necessário", assegura.

 

A gestora Zuila Gomes dos Santos conta que o bairro São Francisco tem muitas demandas para a Educação Especial e que a U.E.B. Frederico Chaves é uma das mais procuradas por conta da sala de recursos multifuncional. "O atendimento aos estudantes com deficiência foi aprimorado com a abertura da sala de recursos na gestão do prefeito Edivaldo", informa.

O estudante Anderson Silva Oliveira, 10 anos, do 6º ano na Unidade, é um dos colegas de Keliene na sala de recursos. Ele tem deficiência intelectual, mas o seu bom desempenho e crescimento faz com que coopere com outros alunos. "Procuro ajudar a Keliene e outros alunos que precisam de maior atenção. Eu gosto muito de estudar, e quando crescer quero ser médico", disse.

INVESTIMENTO EM INCLUSÃO

A aquisição de um aplicativo que permite que pessoas com qualquer tipo de deficiência na fala tenham autonomia na comunicação é a mais nova aquisição da Prefeitura de São Luís para a área da Educação Especial. A ferramenta será utilizada inicialmente em 50 escolas da rede municipal. Para utilizar o aplicativo, professores e técnicos, de posse de 50 tabletes também adquiridos pela Prefeitura de São Luís, participaram de uma capacitação.

Atualmente, existem mais de três mil estudantes com deficiência – autismo, altas habilidades, deficiências múltiplas, surdez, cegueira, mobilidade reduzida, deficiência intelectual, entre outras – beneficiados com o trabalho desenvolvido pelo município na área da Educação Especial. Entre as ações da gestão do prefeito Edivaldo nessa área foram implementadas seis salas bilíngues (Libras e Português); um Núcleo de Produção Braille; além de mais de 130 salas de recursos em cerca de 65 escolas da rede municipal de ensino.

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