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Quarta-feira, 14/08/2019 - 10h37

Prefeitura de São Luís usa ozonioterapia para aperfeiçoar o tratamento contra queimaduras

O método consiste na aplicação terapêutica da mistura dos gases oxigênio (O2) e ozônio (O3), técnica autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); o procedimento integra a política de saúde da gestão do prefeito Edivaldo

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Da Redação - Agência São Luís

Prefeitura de São Luís usa ozonioterapia para aperfeiçoar o tratamento contra queimadurasA ozonioterapia – que consiste na aplicação terapêutica da mistura dos gases oxigênio (O2) e ozônio (O3) e cuja técnica é autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – é utilizada atualmente na rede de saúde da Prefeitura de São Luís para aperfeiçoar o tratamento ofertado a pacientes, em especial, com queimaduras de terceiro grau ou com ferimentos grandemente infectados que, se não tratados, poderiam ser submetidos a amputações. O método consiste no manuseio do aparelho gerador de ozônio e do oxigênio medicinal, disponível no Hospital Djalma Marques (Socorrão I), da rede municipal de Saúde. O procedimento integra a política de saúde da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior e é realizado sob orientação da Secretaria Municipal de Saúde (Semus).

Em média, quatro pacientes são atendidos por dia pelo serviço. A partir da produção dos agentes, há o contato das substâncias com a pele lesionada. Devido a seu efeito antiviral, a combinação ozônio-oxigênio reage com as células epidérmicas, cicatrizando as feridas. Além de ser utilizada na recuperação da pele e outros tecidos, a ozonioterapia é indicada no tratamento de cáries, micoses, artrites, herpes, enxaquecas e de outras situações.

O ozônio tem ações no organismo humano a partir da reação com substâncias biológicas, tais como proteínas, ácidos graxos insaturados e aminoácidos, ativando enzimas, mediadores químicos e melhorando a resposta imunológica.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a ozonioterapia, ao acelerar os processos de cicatrização das lesões cutâneas, reduz a necessidade de ingestão de antibióticos, antiinflamatórios e analgésicos. Além disso, com o método, a Semus possibilita um atendimento mais humano e eficaz. "É uma terapia que não oferece riscos aos pacientes e nem causa reações adversas. Por isso, seguindo orientação do prefeito Edivaldo, a rede de saúde do município conta com este método aliado ao tratamento de nossos pacientes, com resultados satisfatórios", disse o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho.

No dia 26 de junho, a Semus foi representada na Plenária do Conselho Federal de Farmácia, em Brasília. Na ocasião, o Município apresentou casos clínicos em ozonioterapia e colaborou para a criação da resolução específica que regulamentará a prática terapêutica entre os profissionais de farmácia. "Mostramos resultados de pacientes que tinham prognósticos de amputações e tiveram seus membros recuperados com a ozonioterapia. É importante saber que nosso trabalho em São Luís interfere diretamente e de forma positiva em uma legislação que terá validade nacional", disse a coordenadora do serviço de Ozonioterapia do Hospital Municipal Djalma Marques, Wanderly Barbosa Silva.

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