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Terça-feira, 15/10/2019 - 10h19

Escritores participam da 13ª Feira do Livro de São Luís com discussões sobre temas da atualidade

Autores de várias áreas do conhecimento foram convidados para compartilhar suas experiências em conferências, palestras, rodas de conversa e lançamentos de livros; a filósofa Djamila Ribeiro foi a atração de segunda-feira na FeliS, evento promovido pela gestão do prefeito Edivaldo

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Da Redação - Agência São Luís

Escritores nacionais participam da 13ª Feira do Livro de São Luís com discussões sobre temas da atualidade

Juntar autores locais e nacionais em uma feira onde é esperado um público superior a 160 mil pessoas, faz parte da proposta da 13ª Feira do Livro de São Luís (FeliS), que acontece até o próximo dia 20 de outubro, no Multicenter Sebrae, das 10h às 22h. Nesta edição, foram convidados autores de várias áreas do conhecimento para compartilhar suas experiências em conferências, palestras, rodas de conversa e lançamentos de livros. A FeliS é uma promovida pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior e coordenada pelas secretarias municipais de Cultura (Secult) e Educação (Semed). Na segunda-feira (14) um dos pontos alto do evento foi a palestra da escritora Djamila Ribeiro. 

O secretário municipal de cultura, Marlon Botão, fala sobre a importância do intercâmbio de experiências durante a Feira. “Realizar a Feira do Livro todos os anos é um desafio e a gestão do prefeito Edivaldo se esforça para fazer um evento com uma vasta programação e trazer grandes nomes do cenário literário local e nacional. Isso é muito importante para promover discussões políticas, econômicas e sociais, além de fomentar a cultura do livro e da leitura”, comenta.

Considerada ícone do feminismo negro no Brasil, a filósofa e escritora Djamila Ribeiro participou de um bate-papo no Palco Principal, com mediação da militante, poetisa e atriz Lúcia Gato. Paulista natural de Santos, Djamila tem presença ativa nas redes sociais, escreve colunas em jornais de grande circulação no país e já participou de programas de TV. Além disso, atua nos crescentes espaços de debate sobre os movimentos das mulheres e na luta por diversidade, tanto no Brasil quanto no exterior.

Mestra em filosofia política, Djamila é idealizadora do selo editorial “Sueli Carneiro”, que homenageia a escritora e ativista brasileira incentivando a publicação de produções literárias escritas por negras brasileiras, latinas, indígenas e LGBTQI+. Tem dois livros publicados: ‘O que é lugar de fala? (Pólen Livros, 2017)' e ‘Quem tem medo do feminismo negro?' (Companhia das Letras, 2018). O terceiro título da autora, Pequeno Manual Antirracista, pela editora Companhia das Letras, entrou em pré-venda no domingo (13) e, em 24 horas, já é o mais vendido na Amazon. A obra será lançada em novembro.

“Durante o bate-papo, abordamos o trabalho que a gente está fazendo com a Coleção Femininos Plurais e o Selo Sueli Carneiro, projetando obras de mulheres negras, sobretudo em um estado como o Maranhão, de maioria negra, onde grande parte de nossos saberes são invisibilizados”, destaca.

É a primeira vez que Djamila vem ao Maranhão e ela conta que sempre quis vir para aprender com o histórico de luta, de resistência e a quantidade de terreiros e comunidades quilombolas. A escritora enfatiza que hoje o feminismo negro entrou para o debate público. “As pessoas estão entendendo que isso não é dividir lutas, pelo contrário, é pensar um projeto de sociedade necessariamente antirracista, anticapitalista e antissexista. Lutar essa luta é um compromisso que recebi dos meus antepassados, é a minha missão”, revela.

PALESTRA

A pós-doutoranda em Poesia Visual pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Renata Barcellos, ministrou a palestra ‘Retextualização na Sala de Aula’, que aconteceu no espaço Casa do Professor, também nesta segunda-feira (14). A palestra trabalha com a poesia visual, que é objeto de estudo da palestrante em seu pós-doutorado na UFRJ. O objetivo desse projeto é levar a poesia visual da teoria para a prática em sala de aula.

A metodologia se propõe a estudar e verificar a temática de dada poesia e usá-la com outros gêneros visuais, sempre dialogando com o texto original do poeta, criando assim a releitura e reflexão sobre a obra. “A importância da retextualização é a divulgação da poesia visual, que ainda é vista de forma defasada no curso de Letras, além da proposta criativa de trabalhar com os estudantes, desde o ensino fundamental até à universidade”, explica. Barcellos também é coautora da obra ‘Se tens um dom, seja!’, organizada por Bruno Black, que participou do lançamento coletivo de livros no Café Literário.

Além de Djamila Ribeiro e Renata Barcellos, já participaram desta edição da Feira do Livro o autor angolano Lopito Feijó e o nacional Carlos Nejar (RS). Ainda faltam se apresentar os nomes nacionais Conceição Evaristo (MG), Cristóvão Tezza (PR), Ninfa Parreiras (RJ), Sônia Rosa (RJ), Milton Marques Júnior (PB), Salgado Maranhão (RJ) e Sérgio Luís (CE).

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