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Terça-feira, 10/12/2019 - 14h56

Prefeitura de São Luís encerra temporada 2019 da Ocupação Trapiche com exposição aberta a partir desta quinta-feira (12)

‘Olhar que ecoa’, do artista visual Mário de Jesus, fecha o ciclo da Chamada Pública deste ano e fica em cartaz até 17 de janeiro na Galeria Trapiche Santo Ângelo

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Da Redação - Agência São Luís

Prefeitura encerra temporada 2019 da Ocupação Trapiche com exposição aberta a partir desta quinta-feira (12)A exposição ‘Olhar que ecoa’, do artista visual Mário de Jesus, será aberta nesta quinta-feira (12), às 19h, na Galeria Trapiche Santo Ângelo, equipamento da Prefeitura de São Luís, administrado pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult). A mostra fica em cartaz até o dia 17 de janeiro de 2020, sendo a exposição que encerra a temporada de Ocupação Trapiche deste ano, Chamada Pública aberta para todo Brasil que selecionou 11 propostas em 2019. A exposição pode ser conferida pelo público de segunda a sexta-feira, das 14h às 19h, com entrada gratuita. A Galeria está localizada na Praia Grande, em frente ao Terminal de Integração.

“Estamos finalizando mais um ano de atividades da Galeria, que além dos projetos permanentes, como o Ateliê Trapiche com os cursos e oficinas, temos esta Chamada Pública que permite um amplo fluxo de artistas locais e nacionais neste equipamento. O principal objetivo da ocupação é o de atender à política cultural municipal que incentiva o fomento às artes visuais por meio de atividades de circulação de obras e intercâmbio do trabalho de artistas de diferentes regiões. Por se tratar de uma chamada pública nacional, conseguimos trazer para a Galeria obras de todo país, mas sempre priorizando os artistas locais”, contou a diretora da Trapiche Santo Ângelo, Camila Grimaldi.

'Olhar que Ecoa' é a primeira exposição individual de Mário de Jesus. As obras revelam a singularidade do estilo do artista, com figuras mitológicas e religiosas, em sua maioria, que apresentam uma série de simbolismos. Ele é artista visual, ator e poeta, tendo realizado cursos no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho e no Centro de Artes Cênicas do Maranhão. Seu trabalho transpassa artisticamente pela linguagem visual, teatral e da poesia. “Esta exposição objetiva nos conduzir a uma viagem para dentro de nós, questionando sobre aquilo que nos agrega como valores espirituais, fé e moral”, destaca Mário de Jesus.

EXPOSIÇÃO E OFICINA

A oficina de desenho do Ateliê Aberto, com Raoni de Aquino, nos dias 5 e 6 de dezembro, marcou o encerramento da exposição 'O Mundo de Raoni Art', mostra que estava em cartaz desde o dia 6 de novembro, na Galeria Trapiche, e recebeu visitantes de São Luís, Vargem Grande, Miranda do Norte, Pinheiro, Presidente Sarney, Peri Mirim, Cururupu, Porto Rico e turistas de Brasília e Pernambuco.

Na oficina, em folhas de papel canson e papelão, os alunos aprenderam na prática as técnicas do desenho e escultura cubista, a partir de traços com carvão e montagem de peças utilizando material reciclado. Na oportunidade, os participantes conheceram também os fundamentos do desenho cubista, viram exemplos de artistas da atualidade que usam essas técnicas, além de grandes referências deste movimento artístico, como Pablo Picasso.

Composta por 55 obras, entre retratos de figuras públicas, artistas e pessoas do círculo familiar de Raoni de Aquino, além de dois autorretratros dele, a mostra trouxe elementos da sua trajetória. “A exposição teve um retorno muito positivo por parte do público, em que demonstraram interessem em aprender a técnica utilizada, o tipo de material e a motivação para montar ‘O mundo de Raoni Art’. Acompanhei alguns grupos de visitantes em que pude contar a história de cada quadro e de cada técnica. Pela procura resolvemos realizar esta oficina que inicialmente era para produzir desenhos cubistas baseados em elementos maranhenses, como casarões e personagens do bumba meu boi, mas que ampliamos e deixamos a temática livre”, frisou Raoni de Aquino.

Ainda segundo o artista, a Galeria abriu novas oportunidades de trabalho para ele. "A Galeria serviu como vitrine do meu trabalho, inclusive algumas escolas já me convidaram para ministrar oficinas depois que viram a exposição e gostaram. Expor neste equipamento ligado à Prefeitura de São Luís foi uma oportunidade que permitiu além de mostrar o mundo da arte, de chegar até educadores, por exemplo. Vamos poder proporcionar aos alunos da rede pública uma visão mais ampla do meu trabalho com oficinas, exposição coletiva dos estudantes e palestras”, completou.

As estudantes de Artes Visuais da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Aline de Azevedo e Letícia Martins já tinham uma base de desenho pela graduação e como pretendem seguir carreira na área da pintura, resolveram fazer a oficina. “Todo conhecimento acrescenta na minha formação e vai contribuir para ser pintora”, ressaltou Letícia que focou em desenhos com retratos e paisagens. Já Aline seguiu os ensinamentos de um de seus professores e fez desenhos mais abstratos.

Quem não é da área também se interessou pela oficina. É o caso da estudante de Química Industrial da UFMA, Glaucia Sousa que estava aprendendo por hobbie. Ela fez desenhos do Centro Histórico de São Luís, como da Galeria Trapiche e a Praça Nauro Machado, autorretrato e de personagens abstratos. Raoni de Aquino explica que a técnica pode ser aprendida por todos. “Qualquer pessoa pode aprender, desde aquelas que já têm alguma noção de forma e cor, ou as que ainda vão desenvolver a técnica. Se a pessoa já souber, consegue fazer com mais facilidade, mas se nunca desenhou, é possível aprender este universo novo da arte”.

O papelão como material reciclado deu vida a esculturas pelas mãos dos alunos e professor. O  cubismo é um movimento artístico vanguardista europeu, que se divide em sintético e analítico, por isso os participantes colaram pedaços do papelão cortado para dar formas geométricas aos desenhos, e fizeram estas peças tridimensionais. “Estamos utilizando uma técnica que já se assemelha ao Dadaísmo, com utilização de assemblagens. Pablo Picasso misturava vários gêneros dentro do cubismo, por isso não gostava de ser rotulado. Do desenho podemos ir para outras áreas, porque o cubismo nos permite essa mesclagem de técnicas. A arte dá inúmeras possibilidades ao artista, de ir além, de até criar novas expressões”, finalizou Raoni de Aquino.

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