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Terça-feira, 07/01/2020 - 14h15

Hospital da Criança é terceira unidade de saúde da Prefeitura de São Luís a participar de projeto de melhoria da qualidade de atendimento

Unidade de saúde foi selecionada pelo Ministério da Saúde para o projeto Lean nas Emergências, que já está em execução nos Socorrões I e II com assessoria do Sírio-Libanês; ações são parte da política de saúde da gestão do prefeito Edivaldo

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Da Redação - Agência São Luís

Hospital da Criança é terceira unidade de saúde da Prefeitura de São Luís a participar de projeto de melhoria da qualidade de atendimento

O Hospital Dr. Odorico Amaral de Mattos (Hospital da Criança) é a terceira unidade de saúde da rede pública de São Luís selecionada para integrar o projeto Lean nas Emergências, promovido pelo Ministério da Saúde e com assessoria do Hospital Sírio-Libanês. Antes do Hospital da Criança, os Socorrões I e II foram selecionados no ano passado e estão em estágio avançado na execução do projeto que soma-se a outras ações da política pública de saúde implementada pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior para qualificar a saúde no município.

O anúncio consolida as medidas de incremento no atendimento do Hospital da Criança nos últimos meses. Em maio do ano passado, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) firmou Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Instituto Brasileiro de Políticas Públicas (Ibrapp) - entidade do terceiro setor com foco no desenvolvimento do setor público.

A parceria possibilitou a capacitação do corpo de funcionários, com a inclusão de novos métodos de acolhimento, fluxo de rotinas e divisão física dos setores (com base no Programa 5S, método japonês de reconhecimento mundial). Além disso, a Semus incrementou a estrutura do Hospital da Criança, com a montagem de computadores modernos, de novos televisores e de 30 longarinas (conjunto de cadeiras) que deram ainda mais conforto e agilidade ao atendimento. 

Os incrementos, conforme dados da própria direção da unidade, reduziram no fim do ano passado a quantidade de óbitos (em 23%) e o índice que mede os riscos de infecções hospitalares. Atualmente, no Hospital da Criança, o percentual que mensura as chances de infecções é inferior à média nacional (que é de 14%).

Para o secretário de Saúde de São Luís, Lula Fylho, o reconhecimento do Ministério da Saúde e do Sírio-Libanês reforça o trabalho sério promovido pela gestão do prefeito Edivaldo. “A Prefeitura de São Luís vem promovendo a reestruturação em uma das importantes unidades da nossa rede, que recebe alta demanda da capital e do interior. O reconhecimento nacional soma-se ao nosso trabalho e nos orienta a saber que estamos no caminho certo”, afirmou.

De acordo com a diretora geral do Hospital da Criança, Ramone Araújo, a fixação de ações de rotina interna possibilitou medidas que elevaram o status de excelência no atendimento da unidade de saúde. “Com estas medidas e com ações de modernização interna, como montagem de novos equipamentos, a gestão do Hospital da Criança o coloca definitivamente como referência no atendimento infantil na cidade”, disse.

SOCORRÕES

Os resultados do projeto Lean nas Emergências no Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I) e no Hospital Municipal Clementino Moria (Socorrão II) foram bem avaliados pela gestão do projeto. No Socorrão I foram redesenhadas as condutas de acolhimento do paciente, com modificações físicas e técnicas que aperfeiçoaram o tempo de permanência e, ao mesmo tempo, elevaram a qualidade no atendimento. Além do incremento no atendimento aos pacientes em um dos maiores hospitais da rede pública no estado, os avaliadores do Lean nas Emergências constataram a racionalização dos recursos (uso de menos valores com mais eficácia) e a ratificação da sistemática de distribuição de insumos, que são recebidos dos fornecedores com mais agilidade. Outra evolução foi a celeridade na emissão dos resultados dos exames.

No Socorrão II houve flexibilização de rotinas e praticidade no fluxo interno de pacientes, que viabilizou a redução do tempo de internação e, ao mesmo tempo, a eficácia no atendimento. Em apenas seis meses, a unidade redesenhou condutas de acolhimento do paciente e otimizou a rotina de médicos, enfermeiros e outros profissionais, que reduziram por exemplo, a taxa de óbitos no hospital.

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