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Sexta-feira, 17/01/2020 - 16h49

Galeria Trapiche, equipamento da Prefeitura de São Luís, sediou oficina de origami

Evento foi realizado pelo Centro de Cultura Oriental Ozaka e integrou a mostra "Olhar que ecoa”, do artista visual Mário de Jesus

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Da Redação - Agência São Luís

Galeria Trapiche, equipamento da Prefeitura de São Luís, sediou oficina de origamiA filosofia por trás do origami revela benefícios para quem pratica, como concentração, relaxamento e coordenação motora. Foi a esses benefícios que os participantes da oficina de Origami tiveram acesso, durante o evento promovido pelo Centro de Cultura Oriental Ozaka na Galeria Trapiche, na quinta-feira (16), das 15h30 às 17h. A Galeria é um equipamento da Prefeitura de São Luís, coordenado pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult).

Origami é uma palavra japonesa que significa dobrar papel, composta do verbo dobrar (ori) e do substantivo papel (kami) e traz inúmeros benefícios, como estimular a memória, coordenação motora, percepção de formas e cores, concentração e meditação ativa. A filosofia tradicional desta prática prega que não se deve utilizar nem cola nem tesoura, porque precisa ser autossustentável. Para trabalhar a ludicidade com crianças, pode-se utilizar lápis para fazer olhos e outros itens de caracterização, tesoura para acertar uma curva e cola para afixar uma pontinha, enfim pequenos detalhes na finalização do objeto.

Na quinta-feira (16), as dobraduras dos participantes da oficina deram vida a coelhos, elefantes e kusudamas (esferas geométricas e modulares). O estudante Heitor Sousa de Sales, 18 anos, foi um dos participantes e conta que ficou sabendo do evento por meio do Instagram. “Achei bem produtiva. Já conhecia o origami por causa de trabalhos escolares e em casa também. Aprendi dois novos origamis, o coelho e a kusudama. A prática melhora a concentração”, compartilha.

O Centro de Cultura Oriental Ozaka foi convidado a fazer a oficina pelo artista visual Mário de Jesus, que esteve com a exposição "Olhar que ecoa" em cartaz na Galeria Trapiche até a sexta-feira (17). A oficina integrou a exposição e teve como objetivo divulgar a arte e conectar as pessoas.

O Centro fica localizado no bairro Recanto do Turu I, Rua 25, Quadra 38, nº 5, e foi fundado em 1975 pelo mestre Martins, inicialmente com as práticas de Kung Fu, em seguida foram integrando-se novas práticas como meditação, Tai Chi (movimentos retirados da natureza e aliados com a respiração), esgrima japonesa (escola de lâmina que aborda o princípio samurai), ikebana (técnica de composição de arranjos florais japoneses) e o origami (dobradura em papel). Também trabalha com a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), tratando pessoas com terapias naturais.

A professora aposentada Angela Silveira, 65 anos, conheceu o Centro na década de 1990, interessada nas terapias naturais como Medicina Tradicional Chinesa (MTC) e Tai Chi. Foi fazendo outros cursos e técnicas e hoje atua como radiestesista. A Radiestesia é uma sensibilidade a determinadas radiações, como energias emitidas por seres vivos e elementos da natureza, captadas por uma pessoa a distância com elementos como pêndulo, gráficos e cristais. A técnica é uma pseudociência e é útil para encontrar água e minerais, corpos enterrados, objetos perdidos, entre outros.

“A arte de dobrar papel é antiga no Japão e traz vários benefícios. Todas as práticas orientais buscam um voltar-se para si, se autodescobrir e levam ao aperfeiçoamento enquanto pessoa. Fomos convidados pelo Mário de Jesus e ficamos surpresos com a grande procura de pessoas interessadas em participar da oficina. Geralmente fazemos oficinas em shoppings, sem a necessidade de inscrição. Mas percebemos que abrindo inscrições a procura é maior. Vamos repetir isso”, revela Angela Silveira.

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