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Quinta-feira, 23/01/2020 - 11h08

Alunos da escola Esperança do Amanhã, da Prefeitura de São Luís, apresentam resultado de projeto de música e dança

Durante a culminância do projeto “Dó, ré, mi, faz música e dança na escola”, estimulado pela gestão do prefeito Edivaldo, os estudantes apresentaram ritmos da música popular maranhense com coreografias e muita alegria

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Da Redação - Agência São Luís

Estudantes da escola municipal Esperança do Amanhã apresentam projeto de música e dançaEstudantes da Escola Esperança do Amanhã, da Prefeitura de São Luís, prepararam uma grande festa com muita música e dança, apresentando a culminância do Projeto “Dó, ré, mi, faz música e dança na escola”. A apresentação à comunidade escolar aconteceu na Associação dos Inativos da Polícia Militar, na tarde de quarta-feira (22), para celebrar os aprendizados e a passagem de mais uma etapa na vida estudantil. Projetos como este são incentivados pelo prefeito Edivaldo Holanda Junior, que tem realizado investimentos constantes na Educação.   

O projeto foi executado ao longo de todo o ano letivo de 2019, com atividades pautadas nos ritmos e estilos musicais que fazem parte da cultura popular brasileira como o samba, o forró, o sertanejo, e também de estilos da música mundial como o reggae, o rock e a música clássica.

 De acordo com a gestora da escola, Francinete Araújo, os resultados são percebidos no desenvolvimento dos alunos. “A arte tem o poder de encantar, mobilizar e motivar para a aprendizagem. Por isso, nós elegemos a música para trabalhar com os estudantes no nosso projeto em 2019 e percebemos o quando contribuiu para o desenvolvimento deles. Eles avançaram muito, na linguagem, no letramento, no interesse em fazer pesquisas e aprender cada vez mais. Foi muito gratificante”, revelou a gestora.

Cerca de 280 estudantes participaram das apresentações. Cada turma apresentou um estilo musical por meio de coreografias e figurinos temáticos. Os alunos do primeiro ano, por exemplo, apresentaram a música clássica da obra “As quatro estações”, de Vivaldi. Pelo estudo da obra e do compositor, as crianças aprenderam sobre o clima e as estações do ano, além da história e dos elementos fundamentais da música clássica.

Para Cristiane Mota, tia do aluno Pedro Davi do 1º ano, o projeto contribuiu principalmente para a socialização do sobrinho e maior envolvimento nas atividades da escola. “Pra ele foi maravilhoso, porque ele tem TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e o projeto o ajudou a se relacionar melhor com as outras crianças da sala, a se envolver mais nas atividades. A música clássica por ser mais tranquila também ajudou na concentração, a ficar mais calmo. Outro benefício foi a oportunidade de aprender mais sobre uma forma de arte, o que ele vai levar pra vida toda”, explicou.

Os estudantes do 3º, 4º e 5º ano ficaram com o forró e o reggae. O aluno Samuel Silva, de 9 anos, escolheu o forró e explica o porquê. “É um ritmo muito legal e interessante. Eu aprendi que quando as pessoas iam dançar o forró elas arrastavam o pé pra poeira baixar, por isso o ritmo também é conhecido como arrasta pé. E a gente também conheceu o Luiz Gonzaga e as músicas dele”, disse o estudante.

Já a Manuelle Vitória, de 10 anos, escolheu o reggae. Com roupas nas cores típicas do ritmo, o vermelho amarelo, verde e preto, ela contou que achou muito divertido. “Foi muito legal e divertido, porque a gente aprendeu sobre a história do reggae, os compositores, as letras das músicas e aprendeu até a dançar. Eu amei”, contou.

A professora Rosilene Rodrigues, do 4º ano, explicou que o projeto possibilitou trabalhar com os alunos sobre diversos temas do currículo escolar, em especial história, arte e língua portuguesa. “Nós trabalhamos de forma interdisciplinar. Os estudantes fizeram pesquisas para conhecer a história dos estilos musicais e o contexto histórico e social no qual surgiram. Estudaram sobre a estrutura poética das músicas e as letras. Falamos também sobre os ritmos, instrumentos musicais usados em cada estilo. Abordamos também questões sociais, sobre o preconceito que existe em relação a esses ritmos, e em especial em relação ao reggae. Quando os estudantes começaram a conhecer, muitos acabaram optando por apresentar o reggae”, explicou.

Além dos alunos, professores e coordenadores, as apresentações contaram com a presença dos pais e convidados, entre eles a diretora da Escola Municipal da Música, Alice Bogea, e a coordenadora do Coral Mil Vozes de Natal, Adriana Garcês.

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