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Quarta-feira, 19/02/2020 - 14h47

Equipamento social da Prefeitura de São Luís voltado para crianças com deficiências comemora dois anos de fundação

Instituição mantida pela Prefeitura em parceria com o Instituto Pobres Servos da Divina Providência presta atendimento socioassistencial a crianças com deficiência e seus familiares e integra a política do setor; bailinho carnavalesco marcou a data

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Da Redação - Agência São Luís

Equipamento social da Prefeitura de São Luís voltado para criança com deficiência comemora dois anos de fundação“Quando minha esposa veio pela primeira vez a este espaço, ele ainda estava em construção, nós acompanhamos tudo até a inauguração, e nosso filho ser inserido no serviço. A equipe técnica é muito dedicada e se constitui como um apoio muito grande para as crianças e suas famílias”, declarou Valdino Costa, 52, anos pai do Felipe, 3 anos, com microcefalia. Felipe é uma das crianças que nasceram após o pico epidêmico do Zika Vírus em 2015. A família de Valdino é uma das 73 acompanhadas pelo Centro-Dia de Referência para Criança com Deficiência, que participou na manhã desta quarta-feira (19), do baile de Carnaval em comemoração aos dois anos do equipamento.O Centro-Dia Infantil é uma iniciativa do prefeito Edivaldo Holanda Junior e soma-se a outras ações realizadas pelo gestor na área da Assistência Social

Promovido Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas) em parceria com o Instituto Pobres Servos da Divina Providência, a folia ocorreu na sede do Centro-Dia, no bairro Cidade Operária, com a presença das famílias acompanhadas, cuidadores sociais e convidados.

A secretária da Semcas, Andréia Lauande, explicou que diferente do que muita gente pode achar, o Centro-Dia não é um espaço de reabilitação. "Ele é um equipamento da Assistência Social, que serve como apoio às crianças e aos cuidadores familiares, na perspectiva de fortalecer as relações sociais; apoiar e orientar esses cuidadores em uma rotina que muitas vezes é pesada e difícil. Esse é um dos muitos investimentos que o prefeito Edivaldo fez na política de Assistência Social, que veio somar com o Centro-Dia para pessoa adulta com deficiência, também entregue na atual gestão”, explicou a gestora Andréia Lauande. Representantes das secretarias de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes) e Direitos Humanos e Participação Popular (Sedhpop) também participaram da comemoração.

Um vídeo relembrou os dois anos do Centro. Não faltou animação e brincadeiras na programação, que contou também com a participação especial do coral de idosos Flor de Mandacaru formado por voluntários do Centro Educacional São José Operário (CESJO).

O diretor Operacional do CESJO, Ir. Roque Kasmirski, reafirmou o compromisso da instituição ao longo desses anos. “Hoje é dia de celebrar! São dois anos de alegrias, lutas e conquistas. Para nós é muito importante tê-los conosco, que venham mais dois, três, quatro anos”, comemorou.

Durante esses dois anos, o Centro-Dia Infantil contabiliza mais de 500 atendimentos. A instituição é voltada para crianças com deficiência e suas famílias. Assiste prioritariamente crianças de zero a 6 anos com microcefalia e deficiências associadas. Foi criado com o objetivo prestar atendimento nos lugares onde houve maior incidência da epidemia do zika vírus. A epidemia, em 2015, causou vários impactos e mobilizou a saúde pública nacional a ofertar serviço especializado para atender as crianças e suas famílias.

Histórias de medo, força e superação se cruzam no espaço. A orientação e apoio de uma equipe multiprofissional composta por assistentes sociais, psicólogos, psicopedagogos, terapeutas ocupacionais e cuidadores cooperam para transpor o novo, e enfrentar situações tão desafiadoras, que na maioria das vezes levam ao isolamento social e geram muito preconceito. O serviço foi ampliado e, apesar do atendimento ser prioritariamente para famílias afetadas pela microcefalia e doenças associadas, crianças com outras patologias também são acompanhadas.

“Aqui foi uma porta que se abriu pra mim, até ajudar o Benjamim a ir pra escola o Centro ajudou. Há oito meses, antes de nossa chegada aqui era uma dificuldade muito grande, porque ele não aceitava ficar com outras pessoas, era completamente dependente de mim, e agora não. Eu já fico mais tranquila pra fazer minhas atividades, tenho tempo para resolver situações”, declarou Mariane Carvalho, 26, mãe de Benjamin, 3 anos, portador de paralisia cerebral.

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