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Sábado, 25/07/2020 - 10h02

Prefeitura valoriza a história de São Luís com reforma de espaços públicos no Centro

Obra da Praça João Lisboa, Largo do Carmo, Rua de Nazaré e entorno resgata um cartão postal do patrimônio de São Luís em iniciativa da Prefeitura de São Luís em parceria com o IPHAN

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Da Redação - Agência São Luís

Prefeito Edivaldo recupera infraestrutura e a história de espaços públicos no Centro da cidadeA obra de requalificação da Praça João Lisboa, Largo do Carmo, Rua de Nazaré e entorno realizada pela Prefeitura de São Luís em parceria com o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), lançará um foco de destaque a um dos principais cartões postais da cidade. A obra, que integra o programa São Luís em Obras, promove a restauração de traços arquitetônicos do patrimônio histórico e implementa um robusto projeto paisagístico realçado por um conjunto formado por 16 novas árvores, manutenção das existentes no logradouro e implante de plantas ornamentais distribuídas em canteiros. A reabilitação de área histórica é um desafio que Prefeitura de São Luís assumiu e vem obtendo resultados positivos. 

A restauração dos logradouros, fundamenta-se no respeito às características e materiais originais destes espaços urbanos, a partir dos registros encontrados em documentos autênticos. O IPHAN é um importante parceiro da Prefeitura na execução do maior programa de requalificação de espaços públicos do Centro dos últimos anos. Entre as obras realizadas pelo Instituto em parceria com a Prefeitura destaque para as praças Deodoro, Panteon, Pedro II e Rua Grande. Também já passaram por reforma a Praça da Alegria, Praça dos Pescadores, Fonte das Pedras, Fonte do Ribeirão, todas estas concluídas. Ainda no rol das obras do Centro executadas no momento pela Prefeitura estão a reforma do Parque do Bom Menino e Praça da Bíblia, esta com previsão de entrega para os próximos dias, e a requalificação da Praça da Saudade, Praça da Misericórdia e Fonte do Bispo.

Sobre a reforma da Praça João Lisboa, Largo do Carmo e Rua de Nazaré o prefeito Edivaldo destaca que na plena retomada das atividades econômicas e sociais, os espaços se  tornarão ponto de convergência na cidade, retomando seu papel de importância no cenário urbano e histórico da cidade. "Nossa gestão tem investido na recuperação de espaços arquitetônicos do Centro Histórico e, com isto, dando mais cor, vida e destaque à nossa história e cultura, tão ricas e diversificadas. Depois de prontas, estas obras darão uma nova configuração a esta área da cidade", disse o prefeito Edivaldo. 

Com mais de 12 mil metros quadrados, a área que compreende Praça João Lisboa, Largo do Carmo e Rua de Nazaré, no Centro da cidade, terá requalificação que devolve importância a um cenário urbano tombado como patrimônio. O projeto paisagístico norteou todo o trabalho de restauro e inclui uma variedade de espécies nativas como ipês, pau Brasil e oiti, encontrada em larga escala no Centro Histórico de São Luís, com mais de 10 árvores somente na Praça João Lisboa.  

O Instituto Municipal de Paisagem Urbana (Impur), órgão da Prefeitura de São Luís responsável pela execução da obra, tem procedido com podas e tratamentos destas árvores com intenção de prolongar sua longevidade. As novas árvores plantadas chegam com altura superior a três metros. "Todas as espécies são árvores frondosas com intenção de dar sombra e conforto no ambiente dos logradouros", explica o presidente do Impur, Fábio Henrique Carvalho.

Foi com base em laudos técnicos expedidos pela equipe de  seis engenheiros agrônomos do Impur, em consonância com o IPHAN, a empresa responsável pelas obras procedeu com a retirada de uma árvore tamboril do Largo do Carmo. 

CONSERVAÇÃO

A requalificação do espaço é mais uma obra de conservação e proteção do patrimônio arquitetônico, apoiado no princípio da conservação integrada, que se acrescenta a um repertório extenso. São modificações significativas no quadro que antes aparentava o abandono do acervo arquitetônico.  A pavimentação de paralelepípedo das vias no perímetro da praça está entre as medidas de resgate dos traços originais. Junto com a realização desta etapa da obra, emergiu materiais da linha férrea do antigo bonde que por ali passava.

Todo o trabalho realizado na requalificação da Praça João Lisboa está norteado no conceito de desenvolvimento sustentável, segundo o qual atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades.

O caráter excepcional da restauração destes espaços se consolida no trabalho minucioso na execução do projeto. Exemplo: a limpeza manual dos meios fios com utilização de escovas de cerdas de nylon e água. Em relação ao meio-fio, estão sendo mantidos todos aqueles em pedras de lioz. De acordo com o projeto, nos casos em que as pedras apresentam perdas acentuadas deverão ter seu assentamento invertido, enquanto que as lacunas deverão ser preenchidas com pedras de lioz retiradas da Rua de Nazaré e Odylo Costa, filho.

Também detalhado no projeto está o reaproveitamento dos bancos com pés em ferro fundidos da João Lisboa, Rua de Nazaré e Largo do Carmo, sendo que os encostos destes vão ganhar régua de madeira angelim nas mesmas dimensões dos existentes. Haverá ainda reparos no projeto de drenagem, com substituição e supressão de bocas de lobos; substituição de postes de iluminação.

MONUMENTO HISTÓRICO

Um decreto municipal de 28 de julho de 1901 deu ao trecho compreendido entre as ruas da Paz e do Sol a denominação de Praça João Lisboa. A Praça João Lisboa sublinha um período histórico relevante na evolução da cidade. É exemplo de valor cultural consolidado. 

A homenagem ao destacado jornalista, político e imortal das Academias Brasileira e Maranhense de Lestras,  João Lisboa (Pirapemas. 1822- São Luís.1863), ganhou um monumento em bronze no ano de 1918. A escultura colocada em pedestal de mármore do escultor francês Jean Magrou primeiramente foi fixado no Largo do Carmo. No governo Paulo Ramos (1937-1945) foi deslocado para a praça que o homenageia. As cinzas do intelectual jazem sob este monumento.

Outros dois monumentos que compõem o espaço, o tradicional relógio e a estátua do Frei Capuchinho Carlos Olearo foram recolhidas para restauração. No caso da estátua de João Lisboa, pelo tamanho e peso, será restaurada no próprio local onde está fixada. As peças devem passar por um delicado processo de recuperação, pois o principal objetivo é manter a originalidade. No caso do relógio, que tem base em frente à Igreja de Nossa Senhora do Carmo, será feito reparo em toda sua moldura e proteção, já que estava deteriorada, inclusive pela falta de reparo, assim como a peça que traz a imagem do Frei Capuchinho. Feita de bronze, a estátua já estava sofrendo com ação do tempo, com base de cobertura toda descascada.

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