agencia

Notícias

Domingo, 18/11/2018 - 11h00

Caminhada marca atividades da Prefeitura e parceiros na Semana de Combate ao Feminicídio

Evento integra as ações da gestão do prefeito Edivaldo voltadas para a proteção da mulher e faz parte de uma programação que segue ainda na Feira do Livro de São Luís até o dia 25 de novembro e visa chamar a atenção da sociedade para o tema

A- A+ Tamanho da Letra
Da Redação - Agência São Luís

Mulheres se reuniram em caminhada na Litorânea durante a II Semana Estadual de Combate ao FeminicídioCom o objetivo de conscientizar e informar para o combate e enfrentamento da violência contra a mulher, centenas de pessoas se reuniram para uma caminhada na Avenida Litorânea, na tarde deste sábado (17). O evento marcou as ações da II Semana de Combate ao Feminicídio integrando a Prefeitura de São Luís, Governo do Estado e parcerias com instituições de apoio à mulher e da sociedade civil. A ação integra a política de assistência à mulher da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior.

"É nesse momento que todos devemos unir forças e esforços para proteção da mulher e impedir que a violência avance. A gestão do prefeito Edivaldo prioriza ações neste sentido e estarmos aqui, reforça esse compromisso, que tem o propósito de informar e sensibilizar toda a sociedade e instituições para o combate desta violação de direitos contra a mulher", pontua a titular da Coordenadoria Municipal da Mulher, que integra a Secretaria Municipal de Governo (Semgov), Vânia Albuquerque.

A coordenadora pontua medidas de combate desenvolvidas pela Prefeitura na gestão do prefeito Edivaldo com a implantação do Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Cram), que integra a Coordenadoria. O Cram atua em apoio às atividades da Casa da Mulher Brasileira com equipe multidisciplinar com pedagoga, psicóloga, advogada e assistente social atendendo às mulheres vítimas. E por meio da Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (Semusc), a Prefeitura cedeu servidores para somar nas ações da instituição.

"O nosso objetivo é demonstrar que não aceitamos mais nenhum tipo de violência contra a mulher, e lutando juntos vamos diminuir esses números, inclusive do feminicídio que é o extremo dessa violência. Realizamos um trabalho junto com toda a rede de proteção à mulher e o resultado é queda dos casos, principalmente na capital", pontua a delegada titular do Departamento de Feminicídio, Viviane Azambuja. A delegada ressalta o êxito das ações preventivas que resultaram na queda do números destes casos.

A diretora da Casa da Mulher Brasileira, Susan Lucena, reforça a "necessidade de discutir o tema que está na realidade da mulher e dar a visibilidade necessária para enfrentá-lo e reduzir estes índices, o que só vai ocorrer em ação conjunta com os organismos de referência e a sociedade". O foco é visibilizar para a população esta prática que ainda impera na sociedade, avalia a titular da Coordenadoria das Delegacias de Atendimento e Enfrentamento à Violência contra a Mulher (Codevim), Kazumi Tanaka. "Esse é um problema que todos devem enfrentar e superar para que viva com mais liberdade e respeito".

Os participantes da caminhada concentraram às 16h, saindo da Casa das Dunas à Praça do Pescador, na Avenida Litorânea. Com cartazes e palavras de ordem, o público interagiu com frequentadores da praia para chamar atenção sobre a problemática da violência de gênero. Pessoas se uniram à causa, integrando à caminhada durante a passagem; outras mostraram solidariedade com o tema e parabenizaram a iniciativa.

"Estou fazendo minha parte e contribuindo para fortalecer a luta que é de todas nós mulheres e de toda sociedade. Mostrar que temos voz e que merecemos respeito. Eu acredito que este tipo de movimento traz a visibilidade que o tema precisa ter e soma para que medidas de proteção sejam colocadas em práticas", avaliou a técnica de enfermagem Darliane Brito, 24 anos.

Darliane Brito destacou a necessidade de dar visibilidade ao tema do feminicídio

A auxiliar administrativo Lilian Fonseca, 37 anos, diz ser importante participar. "Temos que somar nestes movimentos. É em momentos como estes que a voz fica fortalecida e que podemos ser mais ouvidas. As mulheres precisam saber que têm apoio nesta luta, que é difícil, mas todos juntos somos mais fortes", disse. Durante a caminhada foram distribuídos materiais informativos aos frequentadores da praia.

As ações da semana iniciariam no dia Municipal de Combate e Visibilização do Feminicídio em São Luís, promovido dia 13 de novembro, data em que também é comemorado o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. A Semana de Combate ao Feminicídio tem ainda atividades neste domingo (18), na Feirinha São Luís, com premiação do Concurso de Talentos, promovido pelas secretarias municipal e estadual de Educação sobre combate ao feminicídio. Ainda, ações no Espaço Mulher, montado na 12ª Feira do Livro de São Luís (FeliS), no Multicenter Sebrae, que até dia 25 de novembro promove palestras, exposição de vídeos, roda de conversas e debates sobre o problema.

Integram a programação, entre outros, o Departamento de Feminicídio, Secretaria de Estado de Segurança Pública, Secretaria de Estado da Mulher, Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAM), Casa da Mulher Brasileira, Coordenadoria das Delegacias de Atendimento e Enfrentamento à Violência contra a Mulher (Codevim) e secretarias municipais de Saúde (Semus), Educação (Semed) por meio da Superintendência de Jovens e Adultos (Saeja) e de Segurança com Cidadania (Semusc).

CRIME DE GÊNERO

Estatísticas do Departamento de Feminicídio registraram 50 casos deste tipo ano passado. Este ano, o número reduziu para 40. Na capital, a queda chegou a 50% - enquanto ano passado foram registrados 10 casos, este ano caíram para cinco. "Entendemos que melhor que prender é evitar o assassinato da mulher e com as medidas preventivas estamos conseguindo reduzir essas ocorrências", reitera Viviane Azambuja.

O feminicídio é o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher. Suas motivações mais usuais são o ódio, o desprezo ou o sentimento de perda do controle e da propriedade sobre as mulheres. O Brasil instituiu o crime de feminicídio com a Lei 13.104, em março de 2015, tornando-o homicídio qualificado e crime hediondo, tendo assim penas mais altas. Enquanto para um homicídio simples a pena varia de seis anos a 20 anos, para o feminicídio a pena é de 12 anos a 30 anos.

Acesse aqui a galeria de imagens desta reportagem