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Segunda-feira, 22/04/2019 - 15h42

Com políticas públicas inclusivas gestão do prefeito Edivaldo contabiliza avanços na educação de surdos

No Dia Nacional da Educação de Surdos, nesta terça-feira, 23 de abril, a gestão do prefeito Edivaldo contabiliza investimentos em políticas públicas que beneficiam e incluem estes estudantes com a deficiência

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Da Redação - Agência São Luís

Alunos da U.E.B. Maria Alice Coutinho durante aula em Língua Brasileira de Sinais (Libra)

A Prefeitura de São Luís comemora avanços na data em que se celebra o Dia Nacional da Educação de Surdos, nesta terça-feira, 23 de abril. A Escola Municipal Integral Bilíngue Libras/Língua Portuguesa Escrita, o Coral de Surdos da Unidade de Educação Básica (U.E.B.) Maria Alice Coutinho (Turu) e a implantação de cursos e formações para os educadores da rede e também para as famílias dos estudantes surdos são algumas das conquistas da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior. 

Visando expandir o processo de aprendizagem da Língua Brasileiras de Sinais (Libras) e melhorar a comunicação e a interação dos alunos surdos da rede municipal de ensino têm sido implementadas importantes ações com essa finalidade. Um exemplo disso é a realização do II Colóquio da Escola Municipal Integral Bilíngue. Com o tema 'Libras: rompendo barreiras, criando possibilidades', o evento acontece nesta quarta-feira (24), das 8h às 12h, no auditório da Faculdade Estácio.

"Os investimentos e ações na área da Educação Inclusiva são parte da nossa política para a Educação Especial que, por meio do Programa Educar Mais, tem contabilizado avanços. Nosso trabalho visa fazer com que estas crianças possam dispor da estrutura necessária para que se desenvolvam da melhor forma possível e receba uma educação de qualidade", diz o prefeito Edivaldo.

O secretário de Educação, Moacir Feitosa, corrobora a eficácia da política de Educação Inclusiva implantada pelo prefeito Edivaldo. "Estamos ultrapassando fronteiras e levando nossas experiências em Educação Especial para eventos nacionais. Fomos, inclusive, destaque no último Congresso Nacional de Educação (5º CONEDU), realizado no fim de 2018, em Olinda, Pernambuco", afirma Moacir Feitosa. O secretário de Educação destaca ainda, dentro da política de inclusão, a aquisição recente de 50 tablets para professores das salas de recursos multifuncionais, com aplicativo que permite que estudantes com qualquer tipo de deficiência na fala tenham autonomia na comunicação.

Atualmente, a rede municipal tem mais de 1.200 alunos matriculados na Educação Especial - nas salas de ensino comum, nas salas de recursos multifuncionais, ou em uma das sete salas de aula da Escola Municipal Bilíngue, que funciona na U.E.B. Luís Viana (Alemanha). A rede municipal conta, atualmente, com aproximadamente 120 estudantes surdos.

LIBRAS

A superintendente da área da Educação Especial (SAEE/Semed), Dalvina Amorim Ayres, conta que tanto o Coral de Surdos da U.E.B. Maria Alice Coutinho, 'Melodia com as mãos', quanto a Escola Municipal Integral Bilíngue são conquistas da gestão Edivaldo, implantados em meados de 2015.

Ela também destaca a ampliação do número de cursos e formações para os docentes da rede, em especial para os professores das salas multifuncionais, e a extensão desses cursos também para os pais e demais familiares dos estudantes. "Os pais dos estudantes surdos da U.E.B. Maria Alice Coutinho estão participando do nosso curso de Libras desde o ano passado. Também iniciamos oficinas para os estudantes ouvintes da escola, com o auxílio de um intérprete, para que a inclusão ocorra de forma ainda mais natural", observa Dalvina Ayres.

A superintendente da SAEE explica que as oficinas para os estudantes ouvintes da escola Maria Alice Coutinho acontecem nas salas de aula, com programações mensais, de acordo com o calendário da unidade. Ela informa ainda que essa mesma dinâmica também está sendo implantada na U.E.B. Antônio Vieira, localizada no Ipem São Cristóvão. "Toda a comunidade escolar, professores, coordenadores e gestores escolares e também servidores administrativos e os familiares dos estudantes também estão participando das oficinas de Libras", afirma a superintendente.

INCLUSÃO

O avançado processo de inclusão pode ser constatado com a grande participação dos alunos surdos e não surdos no processo de aprendizagem da linguagem em Libras. A diretora geral da U.E.B. Maria Alice Coutinho, Luzinélia Ribeiro dos Remédios, destaca que a interação entre os estudantes nas salas que têm alunos surdos ficou muito melhor. "O ensinamento de Libras é repassado para todos os alunos, seja por meio de oficinas ou durante as aulas regulares com auxílio de intérpretes. Eles se interessam bastante em aprender para interagir com a professora e os colegas surdos. Com isso, evitamos o isolamento dos alunos surdos, já que eles podem conversar e interagir com os demais colegas não surdos", pontuou a diretora.

Esse foi o principal aspecto que levou a aluna surda Ramille Mendonça, 12 anos, a ter melhor desenvoltura nas aulas do ensino regular. Por meio da linguagem de sinais, a garota revela o quão importante foi para ela estudar em uma sala na qual os colegas também conhecem a linguagem dos surdos. "Hoje eu me sinto muito mais integrada e menos isolada que antes. A comunicação com todos os meus colegas e professores ficou muito mais fácil e participativa", disse Ramille, que senta ao lado da colega Yamim Pinheiro, 8 anos, com quem tem total facilidade de comunicação porque, mesmo não sendo surda, Yamim tem fluência na linguagem de sinais e interage o tempo todo com Ramille durante as aulas.

Yasmim Pinheiro e Ramille Mendonça conversam em Libras

"Eu percebia que ela ficava muito isolada na sala e não gostava de vê-la assim, por isso me esforcei para aprender o máximo possível a linguagem de sinais para poder me comunicar com ela e com o outros alunos surdos da minha escola", relatou a aluna Yamim Pinheiro.

O aluno surdo Neidson Daniel Alves, 13 anos, também conseguiu evoluir significativamente nos estudos do ensino regular com o suporte adquirido na sala de recursos multifuncionais ofertados em sua escola. "Gosto muito do reforço que nos é dado na sala de recursos. Temos ótimos profissionais aqui, que se preocupam se estamos entendendo corretamente o conteúdo, o que nos permite aprofundarmos nos assuntos repassados pelo ensino regular", observa o aluno.

ESCOLA

A Escola Municipal Integral Bilíngue Libras/Língua Portuguesa Escrita foi inaugurada em agosto de 2015. Sua proposta de implantação foi elaborada pela Superintendência da Educação Especial da Semed com o apoio da Associação dos Surdos do Maranhão (ASMA).
Inicialmente funcionava na escola municipalizada Unidade Integrada (U.I.) governador Matos Carvalho, no Monte Castelo, e hoje está na U.E.B. Luís Viana.

"Os estudantes surdos da rede da Educação Infantil e do Ensino Fundamental até o 5º ano são atendidos na Escola Bilíngue para serem alfabetizados na sua língua materna e em Libras e depois são encaminhados para uma sala de aula de ensino regular, onde terão o auxílio de um intérprete de Libras", enfatiza Dalvina.

A professora de Salas de Recursos Multifuncionais da rede municipal de ensino, Criste Arly Castro, também ressalta a importância da educação inclusiva como meio fundamental para garantir a cidadania plena dos alunos surdos. "A comunicação dos alunos surdos é feita em Libras, mas eles têm que aprender a escrever em português. Por isso a importância das salas de recursos para dar o apoio necessário à aprendizagem e garantir acessibilidade mais fácil aos conteúdos abordados no ensino regular, e isso tem sido feito nas escolas que disponibilizam essa importante ferramenta tão importante em apoio ao processo ensino-aprendizagem de nossos alunos surdos", disse a professora.

O professor de Libras, Noleto Júnior, que também é surdo, afirma que houve avanços significativos no apoio aos alunos surdos da rede municipal de ensino de São Luís. "Foi muito importante envolver também toda a comunidade escolar no ensino da linguagem de sinais, porque é importante a convivência entre alunos surdos e não surdos. Isso beneficia a todos enormemente, seja pela troca de vivências e de efetividade também", concluiu o professor.

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