agencia

Notícias

Terça-feira, 19/11/2019 - 14h19

Professores e coordenadores pedagógicos da Prefeitura de São Luís serão certificados pelo projeto Memória Local na Escola

Projeto tem por objetivo orientar professores e estudantes da rede para projetos de memória local e registro de histórias de vidas dos moradores das comunidades nas quais as escolas estão situadas; ação é parte da política educacional da gestão do prefeito Edivaldo

A- A+ Tamanho da Letra
Da Redação - Agência São Luís

Professores e coordenadores pedagógicos da Prefeitura serão certificados pelo projeto Memória Local na EscolaProfessores e coordenadores pedagógicos da rede municipal de ensino de São Luís serão certificados nesta quinta-feira (21), pelo projeto Memória Local na Escola, bem como pessoas da comunidade entrevistadas por estudantes de nove escolas da rede que participam do projeto. A ação é uma parceria da Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), o Museu da Pessoa e o Instituto Avisa Lá. O evento de certificação acontecerá no auditório do Espaço Orienta, à Rua das Laranjeiras – Jardim Renascença, das 8h às 12h, e contará com a presença de autoridades e representantes das instituições parceiras. A ação é parte das ações de fortalecimento da política educacional da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior.

O projeto Memória Local na Escola tem por objetivo orientar professores e estudantes da rede municipal, dos anos iniciais do Ensino Fundamental, para o desenvolvimento de projetos de memória local com ênfase nas práticas de leitura, escrita e desenho, e no registro de histórias de vidas dos moradores. Realizado em aproximadamente 70 escolas de diferentes estados e municípios, o projeto, patrocinado pela Ultragaz (por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Estado de São Paulo), também visa promover o intercâmbio entre professores, coordenadores pedagógicos e equipes técnicas, além de publicar um livro em PDF e uma coleção virtual de histórias de vida para dar visibilidade ao trabalho do professor e às produções dos estudantes.

Em São Luís, cerca de 350 pessoas estão envolvidas no projeto, sendo 280 estudantes do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, professores, coordenadores pedagógicos, equipe técnica da Semed e moradores entrevistados das comunidades onde as escolas estão inseridas: Alemanha (Unidade de Educação Básica Senador Miguel Lins); São Cristóvão (Unidade Integrada Aluísio Azevedo); Vila Luizão (U.E.B. Governador Leonel Brizola); Centro (U.E.B. Justo Jansen e Bandeira Tribuzzi); Anil (U.E.B. Agostinho Vasconcelos); Anjo da Guarda (U.E.B. Lindalva Teotônia Nunes); e zona rural (U.E.B. Honório Odorico Ferreira e Zebina Eugênia Costa).

O titular da Semed, Moacir Feitosa, diz que o projeto Memória Local na Escola reforça o trabalho pedagógico desenvolvido nas escolas da rede municipal na gestão do prefeito Edivaldo, especialmente no que diz respeito às ações dos programas de fortalecimento da leitura e da escrita, a exemplo do Mais Educação (PME) e do Mais Alfabetização (PMALFA). “O foco da Prefeitura de São Luís, e da Semed, que representa a gestão do prefeito Edivaldo na área de Educação, é garantir que o processo de ensino e de aprendizagem aconteça em todas as escolas da rede municipal de ensino. E, nesse sentido, temos desenvolvido projetos, acessado programas e construído parcerias que viabilizem o nosso objetivo maior: a aprendizagem do estudante”, destacou o titular da Semed.

FORMAÇÃO

A professora Tatiana Rocha, coordenadora do projeto Memória Local na Escola pela Secretaria de Educação de São Luís, relembra que a primeira formação realizada na capital maranhense pelo Instituto Avisa Lá foi em maio deste ano. Segundo ela, pouco tempo depois de firmada a parceria entre a Semed, o Museu da Pessoa e o Instituto Avisa Lá, no fim do mês de março. A partir de então, explica que foram feitas diversas reuniões virtuais com todos os educadores e técnicos da Semed que participam do projeto. Nessa mesma época também teve início, pelo portal do Memória Local, o curso que capacita professores, coordenadores pedagógicos, gestores e técnicos das secretarias de Educação a executar o projeto dentro das escolas.

Na primeira etapa do curso, Tatiana Rocha conta que foram apresentados aos educadores e técnicos a história e o trabalho desenvolvido pelo Museu da Pessoa (www.museudapessoa.net), cuja sede física encontra-se em São Paulo. Nas etapas seguintes, os participantes tiveram acesso ao passo a passo do projeto, para aprender a executá-lo em sala de aula. “O desenvolvimento do projeto Memória Local na Escola é feito dentro de um planejamento, cujas atividades são inseridas, semanalmente, no conteúdo a ser ministrado pelo professor, sem prejuízo às demais disciplinas. Pelo contrário, o projeto agrega valor ao que já está sendo ministrado”, enfatiza Tatiana.

Além de Tatiana Rocha, são responsáveis pelo acompanhamento dos trabalhos desenvolvidos nas nove escolas da rede municipal de São Luís, as técnicas da Semed: Wiciara do Espírito Santo Pires de Jesus, Conceição de Maria Carvalho e Rosa Resende. São formadoras pelo Instituto Avisa Lá e Museu da Pessoa: Lia Cristina Paraventi e Alessandra Ancona de Faria. E, como resultado de todo esse trabalho, os estudantes de cada unidade escolar escreveram uma ‘história de vida’, como previsto no projeto Memória Local, a partir das entrevistas feitas na comunidade. “As histórias de vida foram escritas coletivamente pelos estudantes, e depois revisadas em conjunto, por estudantes e professores”, explica Wiciara Pires de Jesus.

Os textos finais das histórias de vida produzidas pelos estudantes foram enviados para o Museu da Pessoa, responsável pela revisão final e arte gráfica do livro digital, que será publicado no site oficial do Museu (www.museudapessoa.net). Wiciara de Jesus diz que os personagens selecionados pelos estudantes para terem a sua história de vida contada são os mais comuns possíveis e próximos da sua realidade: a professora; o pescador; a vendedora de bombons; e o político são alguns exemplos. Por outro lado, houve, segundo Wiciara, uma escolha inusitada dos locais para as entrevistas, como a Fábrica Santa Amélia e a Praça Gonçalves Dias, no Centro Histórico. “Foi uma experiência única e especial para todos nós técnicos e demais educadores que participaram do projeto. E creio que também ficará marcada na memória dos estudantes”, assinalou a técnica Wiciara de Jesus.

Acesse aqui a galeria de imagens desta reportagem